Terça, 03 Março 2026

Vereadora pede autorresponsabilidade e fim da politicagem pelo bem do município

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Afirmando que a política municipal é dinâmica e que mudanças ocorrem com frequência, a vereadora Tirzah Teixeira de Freitas (NOVO) destacou, na sessão ordinária da Câmara Municipal de Carmópolis de Minas realizada no dia 23 de fevereiro de 2026, as trocas de titulares que envolveram recentemente as secretarias municipais de Saúde e Educação. Ela mostrou também a importância da autorresponsabilidade dos agentes políticos e da necessidade de se acabar com a politicagem no município, como formas de atingir os objetivos maiores de desenvolvimento e bem estar social. Neste sentido, em pronunciamento feito na sessão ordinária do dia 18 de fevereiro, Tirzah questionou a composição das comissões permanentes da Câmara e apontou desrespeito ao Regimento Interno, na publicação de portaria que teria desconsiderado a indicação de liderança partidária.

Sobre as mudanças no governo, Tirzah lembrou que recentemente ocorreram alterações importantes em secretarias estratégicas, decisões que são prerrogativas do Poder Executivo e fazem parte da gestão. Advertiu, entretanto, que toda mudança deve vir acompanhada de responsabilidade, planejamento e compromisso com resultados, pois a cidade não pode parar e a população não pode esperar. Ela desejou sucesso à nova secretária da Educação Maria de Lourdes Vaz de Oliveira Faleiro e agradeceu a secretária anterior, Carla Carolina Alves Faleiro. Ressaltou a existência de projetos importantes para o setor tramitando na Casa, que impactam diretamente as crianças, profissionais e o futuro da cidade. “Esperamos diálogo construtivo, responsabilidade e agilidade necessária para que essas políticas avancem com segurança e eficiência. Os alunos que precisam de monitoria não podem esperar as burocracias, bem como as estagiárias e cidadãos”, acrescentou.

Em relação à Saúde, para ela uma das áreas mais sensíveis da administração pública, a parlamentar também agradeceu a secretária anterior, Maria Célia dos Santos Pereira Andrade e desejou à nova secretária Sheila Cristina da Silva equilíbrio, organização, eficiência e principalmente agilidade. Reforçou a importância da implementação da lei de transparência na fila do SUS, sendo pauta fundamental para garantir clareza, justiça e previsibilidade à população. “A transparência fortalece a confiança e qualifica o serviço público”, grifou a vereadora, afirmando que recentemente foi procurada por diversos cidadãos alegando demora nos pedidos que sequer tiveram retorno.

Tirzah argumentou que a política municipal requer autorresponsabilidade de quem a executa, para planejar e entregar resultados. Autorresponsabilidade de quem legisla, para fiscalizar com equilíbrio e contribuir com soluções e de todos os agentes públicos, para compreender que o cargo é instrumento de serviço e não de vaidade. “Carmópolis precisa de maturidade institucional, estabilidade administrativa, foco no que realmente importa: as pessoas”, apontou a vereadora.

“Reafirmo aqui meu compromisso com o diálogo, com a fiscalização responsável e com a colaboração, sempre que for para o bem da população, porque quando a gestão acerta, quem ganha é o povo, e quando Carmópolis cresce, todos nós crescemos juntos”, argumentou.

Sobre a Resolução Nº 13 da mesa diretora, que definiu os membros da Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR), contestada pela bancada do Partido Novo, Tirzah afirmou que questões internas nos poderes Executivo e Legislativo não podem prejudicar a cidade, sendo essa uma demanda que exige urgente solução, pois as comissões já deviam estar funcionando, mesmo de forma provisória, dando agilidade naquilo que realmente importa ao povo. “Carmópolis de Minas seria uma cidade bem melhor para todos, a melhor cidade para se viver, se tivéssemos menos politicagem”, disse a parlamentar.

No pronunciamento de 18 de fevereiro, a vereadora apontou desrespeito ao Regimento Interno na resolução que teria desconsiderado a indicação da liderança partidária. Segundo a parlamentar, embora alguns vereadores tenham optado por participar de apenas uma comissão, houve alteração que, em sua avaliação, desrespeita os critérios de razoabilidade e proporcionalidade, além da autonomia das bancadas. E fez uma pergunta que, no seu entender, sustenta qualquer democracia séria: “Quem vigia os vigilantes?” Assinalou que políticos são eleitos para fiscalizar o Executivo, os gastos públicos, contratos, nomeações e prioridades. Mas essa fiscalização precisa começar dentro do Legislativo.

Ela exemplificou com o caso concreto ocorrido na Casa, quando o vereador Alex Enfermeiro se inscreveu para compor apenas uma comissão. Pelo critério da razoabilidade e da proporcionalidade, a prioridade deveria ser de quem optou por apenas uma comissão. No entanto, Alex foi excluído da comissão que escolheu e colocado em outra sem a indicação do líder de sua bancada, afrontando o regimento e a bancada do Novo.

Tirzah grifou que o Regimento Interno não é sugestão, é norma, é o que garante equilíbrio, previsibilidade e respeito entre os vereadores. “Se queremos cobrar legalidade do Poder Executivo, precisamos praticar legalidade dentro da Casa Legislativa”, sublinhou, voltando à pergunta: “Quem vigia os vigilantes? O povo vigia. A lei vigia. E nós também nos vigiamos. Porque mandato não é privilégio, é responsabilidade. E onde houver poder, haverá fiscalização. Onde houver mandato, haverá cobrança. E onde houver dinheiro público, haverá vigilância”, realçou.

 

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