Com a finalidade de promover o debate e a conscientização no âmbito da campanha “Abril Inclusivo”, foi realizada na Câmara Municipal de Carmópolis de Minas, no dia 23 de abril de 2026, audiência pública requerida pela vereadora Tirzah Teixeira de Freitas (NOVO), visando a valorização da inclusão, o respeito às pessoas com deficiência e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à promoção da cidadania.
A autora justificou sua iniciativa, mostrando a importância de promover espaços de diálogo, reflexão e conscientização acerca da inclusão social e da garantia de direitos das pessoas com deficiência. De acordo com ela, a audiência pública permite ouvir instituições, profissionais, familiares e representantes da sociedade civil que atuam diretamente com a causa, possibilitando a troca de experiências, a identificação de desafios e a discussão de propostas que fortaleçam as políticas públicas de inclusão no município. O evento visou, ainda, ampliar o debate, incentivar a participação social e reforçar o compromisso do Poder Legislativo com a promoção da cidadania, respeito às diferenças e igualdade de oportunidades.
Ao abrir a sessão, o presidente do Legislativo, vereador Claudinei Vicente da Silveira (REDE), assinalou que a inclusão não é apenas um ideal social, mas um direito garantido por lei e dever de toda sociedade. Quando o poder público, as famílias, os profissionais e a comunidade se unem para dialogar, é dado um passo concreto rumo a políticas mais eficazes e humanas. A audiência representava exatamente isso: o espaço de construção de caminhos que promovam a igualdade de oportunidades e garantam que nenhuma pessoa fique para trás.
Compuseram a mesa: Larissa Kerollyn Pereira da Silva, presidente do Grupo Florescer Depois do Autismo; Renato Silva Freitas, presidente do Conselho Tutelar; Selma Andrade Rabelo, representando a Associação de Equoterapia de Carmópolis de Minas (ANTERAP); Whatiffa Franciele dos Santos Nogueira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA); vereadora Tirzah Teixeira de Freitas e Kennedy Henrique Caldas, coordenador do projeto Amigos do Bem. Apesar de convidado, o prefeito Célio Roberto Azevedo (UNIÃO) não compareceu.
Ao assumir a presidência da sessão, Tirzah argumentou que falar de inclusão é falar de dignidade, reconhecer que uma sociedade justa não é aquela que apenas aceita as diferenças, mas a que cria condições para que todas as pessoas possam participar plenamentee da vida em comunidade. “Incluir não é favor, é direito”, grifou.
Foi mostrado abaixo-assinado com 252 assinaturas, realizado pelo grupo Florescer, com as demandas das famílias. Também foram discutidas questões relacionadas ao setor e que se relacionam diretamente com as responsabilidades do poder público, especialmente no que diz respeito ao setor de educação, custos dos tratamentos, falta de profissionais especializados e a questão profissional dos monitores. Houve depoimentos sobre problemas encontrados e melhoria do ambiente escolar, conforme projeto apresentado por Larissa Kerollyn à secretária municipal da Educação, que transforma espaços ociosos em jardins e pequenas plantações de hortaliças.
Durante a audiência, foram tratados temas como a assessibilidade no município e criação de mais vagas de estacionamento para pessoas com deficiência, melhorando a fiscalização do uso indevido das vagas já existentes. Também foi enfatizada a obrigação do poder público em contribuir para o alcance das metas. Órgãos públicos foram criticados por não oferecerem soluções e não interagirem com o setor.
O pedido unânime foi para que, independentemente de partidos, os políticos se unam em torno da causa. Outro ponto abordado foi a problemática que envolve os autistas adultos, com questionaqmentos sobre quais políticas estão sendo elaboradas para o atendimento desse grupo; esttutura de suporte e medidas para nclusão dos autistas adultos no mercado de trabalho e capacitação dos profissionais que lidam na área.
Temas e questionamentos levantados durante a audiência serão tratados instituionalmente pelos vereadores nas sessões ordinárias do Legislativo e no diálogo permanente da Câmara com a sociedade. Ao final do evento, a vereadora Tirzah propôs a realização, pela Câmara, de uma audiência por ano para tratar dos assuntos ligados ao setor, preferencialmente em abril, mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), instituído pela ONU. “Que esta audiênia continue em cada decisão pública, em cada política construída e em cada barreira que tivermos coragem de derrubar, porque uma sociedade verdadeiramente justa é aquela em que ninguém fica para trás. Que daqui saiam compromissos, não apenas registros; ações e não apenas intenções, porque discurso sem prática não transforma realidades”, concluiu.
A íntegra dos pronunciamentos pode ser acessada na gravação da sessão, em áudio e vídeo, disponível no site da Câmara.








